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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Armas, as maldidas armas. Para pensar

ARMAS - AS MALDITAS ARMAS!

Não consigo entender o que motivou o desastre ocorrido em Littleton, Colorado, nos Estados Unidos da América.
Foi lá que houve o maior massacre dentro de uma escola norte-americana, quiçá no Mundo todo.
O que mais impressiona é o mesmo ter sido perpetrado por alunos contra seus próprios colegas e professores.
Não compreendo, também, as guerras entre adolescentes no Brasil, transformando escolas e parques em verdadeiras praças-de-guerra.
Também não posso entender as chacinas, feitas por jovens, contra outros jovens.
Se os pais desses pobres garotos tivessem mantido seus filhos longe das armas, essas terríveis tragédias não teriam ocorrido.
Armas.
Sim, é lógico que isso só pode ser culpa das malditas armas!
Não deve ser culpa de metade dos jovens do Ocidente serem criados em lares desfeitos.
Não pode ser culpa, também, de nossos jovens gastarem trinta segundos, em média, em conversas sérias, importantes, com seus pais, a cada dia.
Afinal, todos damos, aos nossos filhos, qualidade de vida, embora não possamos dedicar-lhes muito do nosso tempo.
Não deve ser culpa de tratarmos nossos filhos como se fossem bichinhos de estimação, e nossos bichinhos de estimação como se fossem nossos filhos.
Não pode ser culpa de colocarmos nossas crianças em creches, pois nosso tempo é curto.
Afinal, numa creche, elas aprenderão as formas de viver - e sobreviver - na Sociedade.
Convivendo com outras crianças, desde cedo serão doutrinados na "lei da selva", enquanto que os funcionários da creche, que não tem o menor interesse em nossas crianças,
pelo menos são profissionais responsáveis, tomando atenção para que as brigas não se tornem sérias demais.
Esses funcionários até intervém quando há derramamento de sangue!
Não deve ser culpa de permitirmos que nossos filhos assistam sete horas de televisão diáriamente, em média.
Não pode ser culpa de a programação da televisão estar abarrotada de glorificação ao sexo e à violência, de um gênero muitas vezes tão patético, sendo inadequada
até mesmo para o público adulto.
Nem pode ser culpa de essa programação fazer apologia ao mau-caratismo, à safadeza, à malandragem, além de mostrar os criminosos, os traficantes, os fascínoras,
sempre pelo lado fascinante, aventureiro e, caso contrário, como simples vítimas da Sociedade, sem nenhuma culpa pelo mal que semearam e perpetraram.
Não deve ser culpa de termos permitido às nossas crianças penetrarem num "mundo virtual" onde, para vencer nos joguinhos eletrônicos, devem matar o maior número
de oponentes possível, da maneira mais cruel concebível.
Não pode ser culpa de termos reduzido o tamanho de nossas famílias, graças aos modernos métodos anti-concepcionais.
É verdade que nossas famílias tornaram-se de dimensões tão minúsculas, que nossos filhos crescem muito solitário.
Talvez por isso, para compensar sua solidão, temos de preencher esse vazio com coisas e objetos.
Será que é por isso que nossos jovens valorizam tanto o lado material, em detrimento de valores mais humanos?
Teremos nós equalizado, para eles, a recepção de bens materiais com o dom de ser amado?
Subvertemos suas inocentes idéias, de molde que hoje, para eles, é mais valioso receber um presente que um abraço carinhoso ou um gesto de amor puro?
Não deve ser culpa de nós mudarmos a forma com que encaramos nossos filhos.
Ontem, eles eram recebidos como Bençãos de Deus; hoje, são vistos como uma falha no método anti-concepcional escolhido, ou uma incoveniência gerada pelo sexo e que,
agora, os pais tentarão criar em seu tempo livre.
Não pode ser culpa de os Estados Unidos da América serem a Nação líder na "cultura da morte", pois cerca de trinta milhões de fetos bem desenvolvidos foram mortos
pelas práticas de aborto nos últimos vinte anos.
Nem pelo Brasil ser um dos Países onde mais abortos clandestinos são realizados, fruto da extrema liberação sexual irresponsável e em tenra idade.
Não deve ser culpa de os Estados Unidos da América apenarem com dois anos de detenção os adolescentes que matam seus bebês recém-nascidos.
Nem de no Brasil as penas de crimes violentos serem aplicadas da forma mais suave possível; em geral, o agente ativo de um homicidio culposo é condenado a menos
de dois anos de cadeia.
Não pode ser culpa de nosso sistema de ensino, tão permeável ao pensamento lógico da esquerda culta, que ensina aos nossos jovens que eles não são nada mais que
macacos glorificados, que evoluiram da mesma
meleca barrenta primária que nossos "primos" quadrumanes.
Nem deve ser por causa de crianças estarem sendo instruidas a manusearem preservativos como se fossem guloseimas.
Não pode ter sido culpa de termos mostrado aos nossos jovens que sexo pode ser feito sem responsabilidade, e que sexo não precisa ser acompanhado de amor.
Não deve ter sido culpa de estimularmos nossas crianças a só se casarem com alguém de nível melhor, pois casamento de interesse é mais prático que união de amor;
afinal, sempre dizemos, "amor não enche barriga".
Não pode ser por termos ensinado às nossas crianças que não existem leis de moralidade que nos transcendam, que tudo é relativo, que ações nem sempre geram reações,
e que muitos atos praticados não tem consequências.
Afinal, homens poderosos do Mundo todo mostraram isso a todos nós.
Não, não deve, não pode ter sido culpa de nenhuma dessas coisas, desses fatos.
Devem ter sido, só podem ter sido as Armas.
As Malditas Armas!

por J.R.R.Abrahão.

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